“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel… ” Zacarias 4: 10a
Introdução: Ageu, Zacarias e Malaquias são os últimos livros do velho testamento, e são livros proféticos. Também são estes três que profetizaram após o retorno do povo judeu que se encontravam exilados na Babilônia. Zacarias foi um profeta que induziu o povo a reconstrução do templo, assim como fez Ageu. Ambos atuaram no mesmo período, que datam de 520 a.C. O livro de Zacarias é considerado o Apocalipse do antigo testamento. O Senhor concedeu oito visões ao profeta Zacarias, que tanto era sacerdote, como profeta. Ele nasceu na Babilônia. Na quinta visão, o Senhor diz ao profeta que o prumo está na mão de Zorobabel. Sob o governo de Zorobabel iniciou-se o trabalho da reconstrução do templo; mas logo se desanimaram, e pararam a construção por 15 anos. Depois deste “humilde começo”, Zacarias anima o povo a retomarem a construção, e, em quatro anos foi concluído.
Desenvolvimento: Os começos podem ser humildes, pequenos, mas não podemos desprezar. Como Zorobabel que não se importou por este humilde começo, mas com o prumo na mão concluiu a obra. O prumo na mão indica que tinham trabalho a se fazer; que ele estava disposto a recomeçar… No novo testamento vemos uma passagem tremenda que irá nos desafiar a “com o prumo na mão” completarmos a obra do Senhor; mesmo que o começo seja humilde. Em João 6: 5-12 vemos Jesus com sua equipe de doze. Cada discípulo tem sua personalidade. Uns são mais dinâmicos, outros mais amorosos, mas todos são discípulos. Na equipe de Jesus, nós temos os discípulos que estavam mais em evidência; e os discípulos que podemos dizer que ficavam atrás dos bastidores; não apareciam, mas tinham seu valor. Quem eram os discípulos de mais evidência? Pedro, Tiago, João. Tínhamos também os menos evidentes que são: Bartolomeu, André, Filipe… Nesta passagem de João 6, Jesus provoca Filipe dando-lhe um desafio: “… onde compraremos pães para lhes dar a comer?”. Filipe aumenta o desafio dizendo que sete meses de salário não seriam suficientes… Quanto drama! Filipe não estava com o prumo na mão. Filipe desprezou o “humilde começo”. Tem pessoas que são assim, percebem o desafio, e conseguem aumentar, multiplicar o problema, e não resolvê-lo. André, com o prumo na mão, aponta uma direção, um “humilde começo”. André andava a sombra de seu irmão Pedro (que ele mesmo o havia levado a Jesus), mas decidiu sair do anonimato. André entendeu o que era uma equipe. Jesus da um desafio a Filipe, mas André estava envolvido com Jesus e com a equipe. “O problema de Filipe, é problema meu também”. Quantos se omitem ao verem um irmão seu enfrentando desafios… Nós temos o intercell, mas eu não vou me envolver, não estou organizando… Temos o casamento coletivo, mas não fui chamado para ajudar… Somos desafiados a ganhar três vidas neste mês, mas eu não sou o líder (e a glória será dele…). Será que você esta desprezando os humildes começos ou está com o prumo na mão para concluir as obras? Quem despreza os humildes começos são extremamente críticos, não somam; aumentam os problemas. André valorizou os humildes começos com o lanchinho de alguém. André era um discípulo de bastidores, mas estava com o prumo na mão! Ele viu um humilde começo (cinco pães e dois peixinhos), mas valorizou, e a obra foi concluída, e quem desprezou; ao ver o resultado, se alegrou…
Conclusão: Zorobabel e André são tipos de discípulos que necessitamos na obra. Filipe era discípulo, mas não estava com o prumo na mão, e desprezou os humildes começos. Que tipo de discípulo é você? Mesmo que você seja um Filipe, pega o prumo na mão. Incentive seu irmão a concluírem a obra. A muito a se fazer; alguns estão envolvidos apenas com seus interesses, mas existem ainda Zorobabel e André, que com o prumo na mão concluirão a obra do Senhor. “A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.” Provérbios 12: 24 e “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto.” 1ª Timóteo 4: 15
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